Segundo o advogado de Mário Machado, Marinho Pinto vai hoje às 14h30 à Judiciária, na Gomes Freire, onde se encontra o recluso.
«Se o vai visitar é porque deve estar preocupado com a situação prisional do arguído e com a justiça da manutenção da prisão preventiva, até porque Marinho Pinto também esteve preso antes do 25 de Abril».
Mário Machado está preso preventivamente a aguardar julgamento pelo crime de discriminação racial e outras infracções conexas, incluindo crime de dano e ofensas à integridade física.
SOL
31-03-08
Comentário mais que oportuno:
Mas afinal como podemos definir um preso político? Será possível ser-se preso político dizendo algo leviano que a maioria diz? Naturalmente que não! É óbvio que ser preso político significa que se está preso por questões político-ideológicas consideradas de carácter «delicado» por quem governa um país. Ou de que se é alvo de uma condenação completamente desmesurada pela infracção cometida. Se alguém insulta outra pessoa não se espera que aguarde julgamento em prisão preventiva. Aliás, ainda há dias o dirigente do partido de extrema-esquerda Bloco de Esquerda foi condenado pelo tribunal a pagar uma indemnização a Alberto João Jardim... por o ter insultado e não consta que tenha passado 12 meses preso preventivamente.
UMA PEQUENA HISTÓRIA...
Há já alguns anos atrás Francisco Louçã e outros correlegionários do então PSR manifestaram-se publicamente frente a um Estabelecimento prisional exigindo a libertação imediata de um preso que eles consideravam político. Exigiam a libertação de alguém que ordenou a execução sumária de vários empresários e agentes da autoridade com um tiro na nuca. Exigiam a libertação imediata de Otelo Saraiva de Carvalho, chefe do sangrento grupo terrorista FP`25 Abril. Poucos meses passou na prisão, Mário Soares encarregou-se de amnistiar este «preso político» que matava quem não pagava o «imposto revolucionário»!
Mário Machado e Vasco Leitão encontram-se presos há 12 meses, não por terem desferido dezenas de tiros na nuca a empresários e polícias para roubarem dinheiro, mas porque são Nacionalistas e porque escrevem dão entrevistas e dizem o que pensam! Se é um disparate para alguns ou se é uma loucura para outros, isso é com cada um! Se o Mário insultou alguém, se deu 1 soco e 2 pontapés a outra pessoa e se passou um sinal vermelho, é completamente irrelevante. Isso e muito mais - principalmente com as leis que temos hoje em dia - não justificaria de maneira nenhuma a prisão preventiva. 2 pesos iguais, 2 medidas muito muito diferentes!
terça-feira, abril 01, 2008
quinta-feira, março 27, 2008
Direito de resposta do PNR ao Jornal Destak
Em resposta ao editorial da Isabel Stilwel que, no editorial do "Destak" de 6ª feira passada, referiu o cartaz "racista" do PNR, foi hoje publicado o direito de resposta, na página 21, da autoria do Vasco Leitão.
Senhora Isabel Stilwell, venho por este modo exercer o direito de resposta em relação ao editorial do jornal Destak do dia 15-02-2008, escrito por vossa excelência, onde acusa o cartaz colocado o ano passado no Marquês de Pombal de ser um"apelo ao racismo do PNR". O Partido Nacional Renovador não faz apelos ao racismo, bastava ter visto o cartaz para o perceber, ou ter ouvido as declarações do Procurador Geral da República sobre o assunto. O referido cartaz tinha uma mensagem anti-imigração, que é uma opção política legítima, assim como é legítima a opção pró-imigração, mas isso é muito diferente de se falar em "racismo". Só se vossa excelência pretender criminalizar, como sendo "racismo", a opinião de quem se opõe à actual política de imigração não só deste governo mas também dos anteriores.
Aliás, chamar racista a alguém que é contra a imigração é dizer que uma pessoa pró-imigração não é racista, o que é manifestamente disparatado.
Até porque os piores racistas desta sociedade são precisamente os pró-imigracionistas, que exploram a mão-de-obra barata dos imigrantes e fazem destes um objecto ao seu serviço. Mas se queria um exemplo de racismo poderia ter ido buscá-lo às páginas do seu jornal, nomeadamente ao comentário do senhor João Malheiro, que exaltou a alegada ascendência negra de Cristiano Ronaldo com um texto intitulado "black power". Não considera racismo? Imagine-se um qualquer comentador fazer algo parecido mas exaltando o "white power"...
Resumindo, aquele tipo de comentários publicados no seu jornal podem ser considerados racistas, ser contra a imigração não.
De resto, tem toda a razão quando exalta o humor como forma de fazer política. É precisamente por isso que continuo a ler os seus textos, por ser um apreciador quase incondicional do humor.Neste caso "daquele rasca", o tal que criticou, mas de qualquer forma é humor porque sempre dá para rir um bocadinho.
Aliás, chamar racista a alguém que é contra a imigração é dizer que uma pessoa pró-imigração não é racista, o que é manifestamente disparatado.
Até porque os piores racistas desta sociedade são precisamente os pró-imigracionistas, que exploram a mão-de-obra barata dos imigrantes e fazem destes um objecto ao seu serviço. Mas se queria um exemplo de racismo poderia ter ido buscá-lo às páginas do seu jornal, nomeadamente ao comentário do senhor João Malheiro, que exaltou a alegada ascendência negra de Cristiano Ronaldo com um texto intitulado "black power". Não considera racismo? Imagine-se um qualquer comentador fazer algo parecido mas exaltando o "white power"...
Resumindo, aquele tipo de comentários publicados no seu jornal podem ser considerados racistas, ser contra a imigração não.
De resto, tem toda a razão quando exalta o humor como forma de fazer política. É precisamente por isso que continuo a ler os seus textos, por ser um apreciador quase incondicional do humor.Neste caso "daquele rasca", o tal que criticou, mas de qualquer forma é humor porque sempre dá para rir um bocadinho.
Empresas candidatas ao selo da precariedade
Gandhi e o Luther King que me desculpem mas a forma mais eficaz de mudar a sociedade, e os seus comportamentos, é através do humor.
Do humor inteligente e subtil, não daquele rasca, das anedotas brejeiras ou que humilha e ridiculariza. Os Gatos Fedorentos fizeram mais contra a xenofobia com o cartaz colocado o ano passado no Marquês de Pombal, ao lado do apelo ao racismo do PNR, do que mil discursos de ministros ou presidentes de associações. (...)
(editorial de 15 de Fevereiro)
(editorial de 15 de Fevereiro)
Etiquetas:
Destak,
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